Agroanalysis - A Revista de Agronegócio da FGV

COOXUPÉ

Cooperativa faz produtor crescer nos negócios de café

Julho de 2018

São 85 anos de cooperativismo regional, beneficiando o produtor com mais conhecimentos e informações

A COOPERATIVA Regional de Cafeicultores em Guaxupé escreve a sua história no cooperativismo brasileiro há 85 anos. O foco é o café, produzido nas regiões sul e cerrado de Minas Gerais e na Média Mogiana do estado de São Paulo. Conhecida como Cooxupé, esta cooperativa dá voz a mais de 14,5 mil cooperados, a maioria deles míni e pequenos produtores, responsáveis pela produção de café verde tipo Arábica.

Primeira no ranking brasileiro de exportação de café segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CECAFÉ), a Cooxupé destina 80% de seu café ao mercado internacional – isto é, 48 países. As demandas por alta qualidade do produto e garantia de procedência, além do cumprimento dos pilares da sustentabilidade, têm exigido da cadeia produtiva cafeeira uma atividade cada vez mais profissional e eficiente. Nesse contexto, a cooperativa mineira realiza uma série de atividades ao longo do ano com o objetivo de fazer com que os seus cafeicultores cresçam ainda mais frente à competitividade do mercado. Uma delas é o ciclo de palestras chamado Unidade Demonstrativa (UD), realizado entre abril e maio, período que antecede a colheita. De acordo com o presidente da Cooxupé, Carlos Paulino, o evento prepara o produtor para este importante momento da cafeicultura. Em 2018, as UDs foram realizadas nos dezesseis núcleos espalhados na área de ação da Cooperativa, recebendo mais de 13,6 mil participantes. “É nosso dever contribuir com os nossos cooperados para que eles estejam cada vez mais aperfeiçoados técnica e profissionalmente, para que cresçam diante das exigências do mercado. Desta forma, o crescimento é recíproco, pois, numa relação de confiança, eles e a Cooxupé caminham rumo ao progresso e ao sucesso", destacou Paulino.

Neste ano, os temas das palestras das UDs foram: Manejo da Broca-do-café; Uso de Fertilizantes; Preservação de Mananciais; e Alimentação Saudável. Como é aberto a toda família, o evento programou, também, atividades para as crianças, com a peça teatral “Dr. Gota em: alimentando com vida", enaltecendo a importância de uma alimentação equilibrada para uma saúde saudável. Além das palestras, os produtores têm a oportunidade de trocar informações diretamente com a diretoria da Cooxupé, que sempre está presente nas aberturas das UDs.

E, durante a troca de informações, o superintendente de Desenvolvimento do Cooperado da Cooxupé, José Eduardo Santos Júnior, destacou a qualidade do café. “A tendência do café de baixa qualidade é ter um preço ainda menor em relação ao café fino. É preciso cuidado para não deixar o café perder a bebida depois da colheita", explicou aos produtores. Os cooperados receberam, ainda, orientações sobre como reduzir de maneira correta os custos de produção. “Quando os preços caem, a tendência natural é reduzir custos, mas há situações certas para isso acontecer; não podemos diminuir ou cortar custos com adubações nem com tratos fitossanitários (controle de pagas e doenças). Esse não é o melhor caminho, pois reduziria a produção. A redução deve ser na parte de mão de obra, principalmente no café de montanha. Por isso, é importante investir em tecnologias; mexer onde deve ser mexido", completou Santos Júnior.

Os cooperados Luvaldir Domingues do Nascimento e José Carlos Ferreira participaram do evento realizado na cidade de Campestre-MG. Segundo eles, é sempre bom participar das UDs para ficarem por dentro do mercado de café e de tudo que é importante para o momento da colheita. Se o preço estiver bom, significa que podem investir mais. Tendo mais conhecimentos, conseguem oportunidades melhores de preços no produto e reduzem custos.

Em 2018, a Cooxupé tem como meta receber 4,5 milhões de sacas de café. “As nossas estimativas crescem a cada ano, e, de uma forma bem planejada, a nossa cooperativa sempre conseguiu honrar os compromissos estabelecidos com os mercados brasileiro e internacional. Nada disso seria possível sem os nossos cooperados e, também, os colaboradores. Estamos na história do cooperativismo há 85 anos e estamos certos de que, enquanto o espírito cooperativista estiver no cerne de nossas atividades, manteremos a nossa trajetória de credibilidade e contribuição para o desenvolvimento da cafeicultura brasileira", declarou o vice-presidente, Carlos Augusto Rodrigues de Melo.