Agroanalysis - A Revista de Agronegócio da FGV

Lenta recuperação

Alimentação fora de casa deve crescer até 2022

Julho de 2018

'Delivery', pedidos para viagem e pedidos via aplicativos estão em alta no momento e também se beneficiarão da melhoria da economia nos próximos quatro anos, segundo dados da Euromonitor International, entidade parceira da ANUFOOD Brazil.

EM 2017, o setor de food service – que inclui restaurantes, lanchonetes, bares, cafeterias, self-service e serviços voltados a delivery e pedidos para viagem – movimentou R$ 418 bilhões no Brasil, de acordo com dados da empresa de pesquisa de mercado Euromonitor International. Isso representa um crescimento real de 3%, marcado pela lenta recuperação da economia, que prejudicou o segmento, uma vez que muitos consumidores escolheram cortar gastos. Além disso, o aumento do desemprego resultou num número menor de consumidores com subsídios para almoçar fora de casa nos dias de semana, o que diminuiu o tráfego em restaurantes de self-service, por exemplo.

Por outro lado, delivery, pedidos para viagem e pedidos via aplicativos – considerados mais acessíveis por não envolverem serviços como estacionamento, taxas de serviço de garçom, gorjeta e couvert artístico – foram beneficiados, ainda de acordo com a Euromonitor International – instituto parceiro da ANUFOOD Brazil, evento a ser lançado em São Paulo, em 12 de março de 2019, nos moldes da Anuga alemã –, que antecipa uma recuperação até 2022, quando a indústria de food service deverá movimentar R$ 526 bilhões no Brasil.

Essa é uma oportunidade ímpar para os seguintes segmentos: Agrifoods (produtos frescos, in natura, matérias-primas); Fine Foods (azeites, especiarias, massas, molhos, condimentos, temperos e provisões gerais); Meat (carnes bovina, suína, ovina e caprina e embutidos); Chilled & Fresh Foods (produtos frescos para conveniência e pescados); Dairy (produtos derivados do leite); Bread & Bakery (pães e bolos industrializados); Drinks & Hot Beverages (bebidas em geral); Sweets & Snacks (chocolates, balas e derivados, confeitaria, biscoitos, salgadinhos, petiscos, sorvetes e lanches); Food Service (alimentos, bebidas e insumos tecnológicos/maquinários para alimentação fora de casa em todos os seus canais, como restaurantes, lanchonetes, serviços de catering e hotéis); e Organics (produtos orgânicos in natura de origem animal ou vegetal e produtos orgânicos processados) – todos presentes na feira e que atendem 100% da cadeia de alimentação no varejo.

A diferença de 2017 para 2022 será um saldo de R$ 108,0 bilhões a mais no bolso dos brasileiros para gastos com alimentação fora de casa, o que, mais do que manter, elevou as perspectivas positivas para o setor considerando dados desde 2012, quando a movimentação total foi de R$ 283,6 bilhões. Desta forma, a ANUFOOD abrirá novas frentes de expansão dos mercados nacional e internacional de toda a cadeia de produção e distribuição de alimentos e bebidas no País.

Oferecerá, ainda, a chance de os expositores e visitantes participarem de discussões estratégicas por meio de exposições, palestras, congressos, compartilhamento de experiências, lançamentos, tendências de consumo, segurança alimentar e melhores práticas. Distribuidores, atacadistas, supermercadistas, restaurantes, bares, hotéis, entre outros profissionais atuantes no setor, poderão escolher seus fornecedores e atualizar seus planos de negócio com base no que presenciarem no lançamento da feira.

O evento será realizado pela Koelnmesse Brasil em parceria com a FGV Projetos, com apoio das principais associações de classe dos segmentos contemplados, como o Instituto Foodservice Brasil (IFB), a Associação Nacional de Restaurantes (ANR), a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI), a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas (ABIR), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) e a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (ABICAB), que chancelam a solidez da iniciativa como fonte confiável de negócios.