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Abr / 2014 - Colunas - Insumos em 2013

EM 2013, as entregas de fertilizantes aos produtores brasileiros, finalmente, romperam a barreira dos 30 milhões de toneladas: foram 31,802 milhões de toneladas, 5,2% a mais do que em 2012, cujas entregas somaram 29,537 milhões de toneladas. Se considerarmos o período de 2003 a 2013, o crescimento foi de 36%.No entanto, a produção nacional de fertilizantes caiu em 2013. Foram produzidos 9,305 milhões de toneladas, contra 9,722 em 2012.O número de 2013, portanto, explica-se com as importações: importamos 21,618 milhões de toneladas, 10,6% a mais do que em 2012, quando trouxemos 19,545 milhões de toneladas de fora, ou 70% do total distribu...

Mar / 2014 - Colunas - Brasil X Estados Unidos

EM 2013, o saldo comercial brasileiro foi de apenas US$ 2,56 bilhões, bem menos do que os US$ 19 bilhões de 2012. Embora as exportações tenham aumentado (US$ 242,2 bilhões), as importações cresceram mais (US$ 239,6 bilhões).No entanto, mais uma vez, o saldo positivo do nosso agronegócio cresceu, atingindo US$ 82,91 bilhões (mais do que os US$ 79 bilhões do ano anterior). Exportamos US$ 99,97 bilhões e importamos US$ 17,06 bilhões.E o complexo soja foi, de novo, campeão, respondendo por 31% das vendas externas do agro, seguido pelas carnes.No entanto, o saldo das nossas exportações para os Estados Unidos caiu: em 2013, o saldo do agroneg...

Fev / 2014 - Colunas - Ciência no campo

É muito fácil afirmar que a principal razão da explosão de crescimento da produção agrícola brasileira foi a tecnologia. Difícil é medir o impacto de cada tecnologia: melhoramento genético, fertilizantes, novas máquinas e colhedeiras, ações fitossanitárias. Mas, também é evidente que alguns fatores tiveram grande relevo no processo, entre os quais a adoção de sementes geneticamente modificadas (GM), graças à existência de legislação sobre biotecnologia no Brasil.Nossa Lei de Biossegurança, aprovada em 2005, reúne simultaneamente o rigor das análises técnicas e científicas feitas por especialistas na área, a transparência de uma Comissão c...

Jan / 2014 - Colunas - TERRAS PARA ÍNDIOS

UMA DAS vantagens comparativas que a OCDE credita ao Brasil, quando sugere que nosso país aumente sua produção de alimentos em 40% até 2020, é a disponibilidade de terras agricultáveis. Com efeito, a área cultivada em todo o território nacional, da ordem de 72 milhões de hectares, representa apenas 8,5% do nosso território. E, segundo estimativas otimistas, pelo menos outros 85 milhões de hectares poderiam ser transformados em áreas agrícolas, usando apenas as tecnologias hoje conhecidas.No entanto, de acordo com alguns especialistas, dadas as regras e leis hoje vigentes, considerando os parques nacionais, estaduais e municipais, as Reser...

Dez / 2013 - Colunas - Três problemas

MATÉRIAS RECENTEMENTE publicadas pela mídia mostram que o agronegócio brasileiro vai muito bem e que, enquanto isso, outros setores da economia seguem sofrendo com a perda de competitividade determinada pelo Custo Brasil.É preciso cuidado com esse tipo de informação. Não dá para generalizar.Em primeiro lugar, há que se ressaltar que o campo fez um duríssimo ajuste interno logo depois dos Planos Collor e Real, nos anos 90 do século passado. A brutal perda de renda sofrida pelo setor em função dos descasamentos dos índices de correção dos preços agrícolas versus os dos débitos dos produtores gerou uma exclusão sem precedentes na história d...

Nov / 2013 - Colunas - Mais comércio agrícola

É DE conhecimento geral que, no ano passado, o saldo comercial do agronegócio foi de 79,4 bilhões de dólares, mais de quatro vezes maior do que o saldo comercial do País todo, que foi de 19,4 bilhões de dólares. Já era, então, um número extraordinário, mas não para de crescer: segundo a SECEX do MDIC, de janeiro até setembro deste ano, o saldo do País era negativo em 1,62 bilhão de dólares, enquanto o do agronegócio era positivo em 65,3 bilhão. E ainda mais: considerados os últimos doze meses, de 1º de outubro do ano passado a 30 de setembro deste ano, o saldo do agro era de 85,5 bilhões de dólares e o nacional completo, de apenas 2,1 bilh...

Out / 2013 - Colunas - Sinais de alarme

A ATIVIDADE rural produtiva no Brasil tem crescido espetacularmente nos últimos vinte anos, sobretudo em função dos avanços tecnológicos e de algumas políticas públicas, como o Moderfrota, que modernizou a mecanização agrícola.Os saltos de produtividade permitiram a preservação de cerrados e florestas. De 1992 pra cá, a área plantada com grãos cresceu 40% e a produção, 220%, o que poupou 66 milhões de hectares!Novas técnicas garantem a sustentabilidade da produção agrícola.Mas, infelizmente, outros temas reduzem esse benefício.O primeiro é o aumento dos gastos com agroquímicos. Devido à forte intensificação da atividade, novas pragas f...

Set / 2013 - Colunas - Controvérsias

O PROTECIONISMO, em todas as suas formas, é tema dos mais controversos nas cadeias produtivas do agronegócio em todo o mundo.Os interesses econômicos em jogo são gigantescos, afetando setores poderosos e até mesmo a economia de países inteiros.Mas, não há dúvida de que o protecionismo, via de regra, acaba produzindo distorções no mercado. É claro: se um produtor de leite de um país europeu não puder competir com seu colega da Nova Zelândia, o governo do país prejudicado pela concorrência natural coloca tarifas nas importações lácteas neozelandesas para proteger seus produtores. Sem esta proteção, que ainda pode ser acrescida de subsídios...

Ago / 2013 - Colunas - Nada de “passa-moleque”...

O CENTRO Internacional para o Comércio e o Desenvolvimento Sustentável (ICTSD) é uma organização independente e sem fins lucrativos, fundada em 1996 e localizada em Genebra, Suíça. É credenciada pela ONU e tem status consultivo no ECOSOC (Conselho Econômico e Social das Nações Unidas) e de observador na UNCTAD, na UNIDO, na CODEX Alimentarius, no IPCC e na OMS. Desde sua criação, o Centro tem autorização para participar de todas as conferências ministeriais da Organização Mundial do Comércio.Este Centro e o IPC (Conselho de Políticas para a Alimentação Internacional e o Comércio Agrícola) estudaram os desafios do comércio agrícola e de al...

Jul / 2013 - Colunas - Viva a diferença!

A PEQUENA variação do PIB brasileiro no primeiro trimestre de 2013 anunciada pelo IBGE acendeu uma luz amarela para o Governo. Parece que finalmente caiu a ficha: o modelo de crescimento baseado no consumo – sem investimentos que garantam o aumento da produção para atender a demanda – realmente não se sustenta no longo prazo. Sem investimentos e sem produção, o aumento do consumo tem que ser atendido por importações, e isso acaba gerando desindustrialização, o que leva a desemprego e alguma estagflação, cenário inteiramente indesejável para um ano pré-eleitoral, durante o qual o Governo precisa mostrar serviço, sem permitir que a economia ...