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Economia verde em pauta

Sustentabilidade é compromisso da EMBRAPA

O Brasil pode ser uma plêiade internacional de commodities e, ao mesmo tempo, ser estratégico do ponto de vista social e ambiental, o que significa, nada mais, nada menos, crescer de forma sustentável. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por sua vez, tem, há quase quatro décadas, uma imagem mundialmente associada aos avanços tecnológicos na agricultura tropical, ao mesmo tempo em que hoje se posiciona na vanguarda do desenvolvimento sustentável.

Esse paralelo dá a dimensão do papel da Embrapa, que se confunde com os rumos do próprio País, quando se trata de reunir agricultura, pecuária e, também, sustentabilidade. O desafio permanente da empresa é o de permitir o contínuo avanço da agricultura brasileira, em sintonia com o cenário contemporâneo, em que as questões relacionadas à chamada "economia verde" surgem cada vez mais como uma necessidade em todos os segmentos produtivos.

Na busca pelo desenvolvimento sustentável do espaço rural, a Embrapa incorpora, em sua agenda, inovações que proporcionam agilidade para processar as rápidas transformações sociais, econômicas e ambientais que se processam na diversidade do território nacional.

A Embrapa acompanha, assim, o momento global de valorização dos capitais social e natural. Trabalhar o hoje, com olhos voltados para garantias futuras, é o mote do uso responsável dos recursos naturais. Nesse sentido, a privilegiada natureza brasileira, associada às tecnologias sustentáveis, se impõe e dá condições de ganho ao produtor – grande ou pequeno – e à sociedade como um todo.

Surge, então, novo paralelo, que explica a situação vantajosa do País: a diversidade biológica de seus biomas caminha lado a lado com a diversidade cultural brasileira. Seja na Amazônia, Caatinga, no Cerrado, Pantanal, na Mata Atlântica ou no Pampa, a Embrapa está presente com três grandes linhas de pesquisa e desenvolvimento: Ordenamento, Monitoramento e Gestão em Territórios; Manejo e Valorização do Bioma; Produção Agropecuária e Florestal Sustentável.

Presente em todos os biomas brasileiros, a Embrapa fortalece a sociedade de cada um deles ao manejar seus recursos naturais. E essa responsabilidade aumentou, mais ainda, a partir da 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 15), realizada em Copenhague (Dinamarca), no segundo semestre de 2009.

Na ocasião, foram negociados os cinco pilares do programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que são:

(1) recuperação de pastagens degradadas;

(2) sistema de plantio direto;

(3)integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF);

(4) fixação biológica de Nitrogênio; e

(5) cultivo de florestas comerciais.

Esses pilares estão alinhados às indicações do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) quanto à captura e estoque de Carbono.

No fim de 2010, por sua vez, foi realizado um seminário brasileiro para a difusão do programa ABC, que contou com a participação da Casa Civil, dos Ministérios da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), Desenvolvimento Agrário (MDA) e Meio Ambiente (MMA) e da Embrapa, que sediou o evento, ao qual também estiveram presentes autoridades federais, estaduais e representantes da iniciativa privada.

Para implementar essa política de grande complexidade, o Brasil já possui um cabedal de conhecimento, pois a Embrapa tem uma série de pesquisas voltadas para o programa. E a tendência é aumentá-las, de modo que, como um todo, o setor público – a quem cabe a condução da agenda estratégica – tenha condições de cativar toda a cadeia produtiva, como o agronegócio, a agricultura familiar e a indústria, entre outros, para a importância do programa ABC.